Senado italiano começa a discutir união civil gay

Projeto enfrenta resistência de partidos conservadores

O plenário do Senado da Itália começou a analisar nesta terça-feira (2) o projeto de lei que autoriza a união civil entre pessoas do mesmo sexo no país.

Antes da apreciação das cerca de 6 mil emendas apresentadas majoritariamente por parlamentares de oposição – uma tática de obstrução -, a Câmara Alta rejeitou uma questão de inconstitucionalidade e um pedido para devolver a iniciativa às comissões da casa.

De autoria da senadora Monica Cirinnà, do centro-esquerdista Partido Democrático (PD), o projeto prevê a possibilidade de que homossexuais registrem os filhos de seus parceiros, mas apenas na ausência do outro pai biológico. No entanto, casais de gays ou lésbicas continuariam proibidos de adotar crianças.

Além disso, a nova lei inclui uma equiparação de fato entre matrimônio e união civil, mas apenas esta última seria acessível aos homossexuais. Por conta da proposta, o PD tem sofrido pressão de um dos seus principais aliados no governo, o conservador Nova Centro-Direita (NCD), para retirar os artigos sobre adoção, mas, até o momento, eles permanecem no projeto.