Portugal: Parlamento confirma adoção gay e a lei do aborto

Na reconfirmação da lei da adoção por casais homossexuais, registaram-se 137 votos a favor, entre os quais, 19 do PSD, 73 contra e oito abstenções.

O chefe de Estado, que sai de Belém em Março e que num dos últimos diplomas que teve em mãos decidiu-se por um veto político que incomodou a esquerda, terá agora de voltar a apreciar a decisão do Parlamento.

Em causa estão os dois diplomas vetados pelo Presidente da República, Cavaco Silva, para eliminar as taxas moderadoras a quem pratique o aborto, introduzidas pelo anterior Governo há quatro meses. “A adoção por casais do mesmo sexo não é contrária aos melhores interesses da criança”, acrescentou, em resposta aos argumentos de alguns deputados de direita.

Antes das votações deu-se a discussão em torno dos vetos presidenciais, com a parlamentar bloquista Sandra Cunha a abrir as hostilidades e a definir os vetos como “palavras carregadas de preconceito e conservadorismo”.

Todos os partidos de esquerda , majoritários desde as eleições parlamentares de 4 de outubro, votaram novamente a favor da medida bem como vinte membros da oposição de direita.

“O tempo de discriminação com base na orientação sexual acabou”, exclamou o deputado socialista Pedro Delgado Alves.