Adam Lambert recusou fazer protagonista de “Rocky Horror” para dar visibilidade às atrizes trans

Representatividade trans no cinema é um assunto cada vez mais presente e necessário no entretenimento. Atrizes transgênero devem dar voz a personagens transgênero. Adam Lambert defendeu isso ao ser chamado para o novo “Rocky Horror Picture Show”.

O cantor disse que recusou interpretar Frank n’ Further, estrela do musical, pois não é apropriado. “Eu sou uma doce travesti da Transilvânia transexual? É arriscado”, disse citando a música “Sweet Transvestite”.

E ele ainda elogiou a escolha de Laverne Cox para o papel:

“Eu senti que, em 2016, ser cisgênero e fazer um personagem trans é inapropriado. Nos anos 70 era diferente. Mas agora há uma ótima conversa sobre trans e gênero no mundo. Eu achei a escolha da Laverne foi tão brilhante e apropriada. Também por re-imaginar a personagem, ela é totalmente diferente.”

Adam Lambert está certo! Representatividade vai além de “achar que o gênero do ator deve ser o mesmo gênero do personagem”. É entregar oportunidade de visibilidade no mercado nas mãos de quem ainda sofre preconceito na vida real, gerando dificuldades financeiras, mas é sempre retratado nos cinemas por outros.

Ele acabou por escolher Eddie, outro personagem do filme. O novo “Rocky Horror Picture Show” será lançado no segundo semestre nos EUA!