Manifestantes fazem beijo gay em protesto contra Feliciano

O ato ocorreu durante sessão na Câmara dos Deputados que discutia o fim e a recriação do Ministério da Cultura

A presença dos deputados Marco Feliciano (PSC-SP) e Jair Bolsonaro (PSC-RJ) revoltou militantes, nesta terça-feira (24/5), que participavam da Comissão de Cultura da Câmara. A sessão discutiu a extinção e a posterior recriação do Ministério da Cultura no governo de Michel Temer.

Diante de uma plateia lotada de artistas e trabalhadores da cultura, Feliciano entrou no Plenário sob os gritos de “golpista”, “fascista” e muitas vaias. A segurança foi reforçada em torno do deputado.

Os manifestantes também realizaram um beijo gay como protesto às declarações homofóbicas dos parlamentares.

Feliciano criticou a plateia: “Isso não é cultura, é baderna dos que não aceitam o governo Temer”. O deputado disse que também é “artista e cantor” e prometeu esforço na criação efetiva de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades em convênios do Ministério da Cultura.

Protestos
Integrante da Frente Nacional do Teatro, Fernando Yamamoto afirmou que esta é a maior mobilização do setor cultural já realizada no país e atinge todos os estados. “São ocupações pacíficas, poéticas e afetivas diante de atos policialescos de um governo golpista”.

Yamamoto pediu o apoio do Congresso Nacional diante do que chamou de tentativa de criminalização do movimento cultural, que, segundo ele, estaria em curso no governo Temer.

Também participam da audiência pública, entre outros, o mamulengueiro Chico Simões e os músicos Tico Santa Cruz e Silvério Pontes, que tocou, no trompete, a música “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré. A música foi seguida de gritos de “Ocupa, ocupa e resiste!!!” e “Fora Temer”.

 

Com informações da Agência Câmara