EUA: Clube de armas LGBT cresce 166% após massacre de Orlando

Um clube de armas LGBT viu o interesse das pessoas mais do que dobrar após o massacre da boate Pulse, em Orlando, nos Estados Unidos, no último dia 12 de junho quando 50 pessoas morreram. Matt Schlentz, presidente do grupo “Pink Pistols”, disse para a “Associated Press” que o grupo passou de 1.500 para 4.000 membros, ou seja, 166%.

“É realmente triste que algo nessa escala tivesse que acontecer para as pessoas perceberem que esta é uma necessidade para a nossa comunidade. Mas a realidade é que ainda somos atacados por beijar nossos parceiros ou por andar de mãos dadas em público”, disse Matt Schlentz.

Ainda segundo Schlentz, ele tem alguns pontos de vista liberais socialmente, mas nesse ponto (armas de fogo) é conservador e diz que os gays correm riscos. “A realidade é o que é – o mundo é violento, terrível, um lugar assustador e as pessoas desejam me prejudicar com base em quem eu amo”, afirmou. A Pink Pistols foi organizada em 2000 após uma série de incidentes violentos como o assassinato de um estudante universitário gay.

Maior massacre da história dos EUA

Em 12 de junho deste ano, o jovem Omar Mateen, de 29 anos, entrou na boate Pulse, em Orlando, e abriu fogo usando um fuzil e uma pistola. Ele matou 49 pessoas e acabou sendo morto pela polícia após fazer os frequentadores da boate de reféns.

Numa ligação feita para a polícia, Mateen alegou que fazia parte do grupo terrorista Estado Islâmico. Já o grupo reivindicou a autoria dos ataques e exaltou o atirador em um vídeo. No entanto, o diretor da CIA John Brennan afirmou à Comissão de Inteligência do Senado dos EUA, que ele não tinha ligação direta com o Estado Islâmico ou qualquer outra rede extremista. Contudo, há indícios de que Omar tenha se inspirado nas forças do EI para seu ataque.