Olinda: “Não parecia real”, diz jovem vítima de homofobia

Ele estava com amigos na fila de um banheiro quando, ao presumir que dois deles teriam se beijado, um homem os empurrou e deu um tapa no rosto de um deles

Um dia após ser agredido junto com amigos por ser gay, durante prévia no Sítio Histórico de Olinda, Gabriel Melo, de 20 anos, disse que a dor e confusão psicológica é mais forte do que a física. “O sentimento é de impotência e culpa por não ter feito algo pra me defender e proteger meus amigos na hora é enorme”, revelou.

Ele estava com outros dois amigos na fila de um banheiro próximo à rua 13 de Maio quando, ao presumir que dois deles teriam se beijado, um homem, que aparentava estar embriagado, os empurrou e deu um tapa no rosto de um deles. Marcos Valdevino, amigo de Gabriel, caiu de uma escadaria ao tentar correr do agressor e ficou bastante machucado. Ele chegou a fazer uma postagem no Twitter.

“Na hora que aconteceu, aquilo não estava sendo real para mim. A ficha realmente só caiu quando cheguei em casa, conversei com meus familiares, chorei e desabafei. Mas ainda fica aquela angústia, sabe? Foi difícil dormir tranquilamente essa noite e sei que vai ser assim por um tempo”, desabafou Gabriel.

Os jovens registraram um Boletim de Ocorrência (B.O) online pela agressão. “Felizmente tenho apoio de muitas pessoas que estão do meu lado e é isso que me faz continuar de cabeça erguida pra lutar e resistir a esse tipo de coisa absurda que infelizmente ainda acontece hoje em dia”, ressaltou.